10 Anos

Evento comemorativo aos 10 anos da Banda Batalá de Percussão de Brasília, de 14 a 16 de agosto, com show de Gerônimo e Banda Mont’Serrat, lançamento do livro Memórias do Batalá Brasília Dez Anos, palestra com o artista plástico Alberto Pitta, exposição permanente  e oficina de percussão para a comunidade. O evento é patrocinado pela Petrobrás e acontecerá no Complexo Cultural Funarte. A abertura será na quinta-feira, dia 14/08, às 19h30min, com uma exposição sobre a trajetória do Batalá, lançamento de livro e palestra com o artista plástico baiano e presidente do Bloco Cortejo Afro, Alberto Pitta. Na sexta à noite e sábado de manhã (15 e 16/08), Oficina de Percussão aberta à comunidade com mestre Giba, fundador do Grupo e, também no sábado, às 16 horas, show de encerramento com Gerônimo e Banda Mont’Serrat. Entrada franca.

 

GERONIMO SANTANA

Geronimo Santana Duarte nasceu em 1953 na Ilha de Bom Jesus dos Passos, pertencente ao município de Salvador - Bahia.

Tocou na Filarmônica de Bom Jesus dos Passos e, no final da década de 60, já se apresentava em alguns palcos da Cidade da Bahia. Também foi percussionista (Dodô & Osmar e Luiz Caldas) e bailarino afro (excursões internacionais com o Balé Brasileiro da Bahia), mas seu nome ganhou uma maior dimensão como compositor e intérprete de inúmeros sucessos.

Chegou a gravar um LP pela Polygram, mas as primeiras músicas que fizeram algum sucesso foram gravadas por outros intérpretes: "Dentro da Minha Cabeça", pelo grupo A Cor do Som, e "Mensageiro da Alegria", por Diana Pequeno. Na década de 80 teve reconhecimento maior quando sua música "É D'Oxum" foi incluída na trilha da minissérie "Tenda dos Milagres", da TV Globo. Seu maior sucesso foi em 1987, com a música "Eu Sou Negão", bastante executada do carnaval daquele ano e considerada um dos marcos iniciais da axé music. Na esteira da moda da lambada e do fricote, sua música baiana com influências caribenhas foi exportada para a Europa. Lançou outros discos, como "Dandá" (1988) e "Dançarino" (1989). Algumas músicas que ficaram mais conhecidas foram "Oxossi" (incluída na trilha sonora do filme norte-americano "Orquídea Selvagem"),"Jubiabá" e "Menino do Pelô".

 

E por ter nascido e vivido parte de sua vida numa ilha, Geronimo é um homem do mar, não só nas suas composições. Já teve várias embarcações, incluindo saveiros tradicionais do Recôncavo. Atualmente possui o belíssimo "Elegante", um tradicional saveiro de vela de içar, além de uma canoa à vela carinhosamente batizada de "Mainha".

 

Assim é um pouco da vida desse artista, uma hora ao sabor dos ventos na Baía de Todos os Santos, outra num palco pelo Brasil ou mundo afora e, não raras vezes, o multitalentoso Geronimo Santana pode ser visto nas telonas. Certeza mesmo é de encontrá-lo toda terça-feira, às 19h, na Escadaria do Passo, Pelourinho. Trata-se do "Projeto Geronimo, Pagador de Promessas", inteiramente gratuito e que sempre conta com a participação de outros artistas amigos e convidados.

 

GIBA GONÇALVES

Jose Gilberto Gonçalves dos Santos, brasileiro, nascido em Salvador, formado em dança e música pelo SESC/SENAC de Salvador e pelo Centro Integrado de Música de Paris, França. Giba, como é conhecido, foi percussionista de vários artistas de renome nacional e internacional, como o grupo Kaoma, Daniela Mercury e Raimundo Sodré. Giba é também compositor de trilhas sonoras para filmes, musicais e peças de teatro participando de vários festivais, sendo inclusive indicado para o festival de Cannes de 2000.

Giba é o idealizador e fundador do Grupo de Percussão BATALA e viaja o mundo ministrando oficinas de percussão para os grupos integrantes do Batalá.

 

ALBERTO PITTA

Começou seus trabalhos no final dos anos 70 criando estampas e figurinos para os blocos Afros e Afoxés no Carnaval da Bahia. No currículo de Pitta, Cenários para Caetano Veloso, Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Balé Folclórico, Percpan (Panorama Percussivo Mundial). Exposição em Frankfurt, Angola, EUA, França, Londres, participações em festivais de cultura a nível nacional e internacional. No Instituto Oyá de Arte e Educação, desenvolve trabalhos com crianças e adolescentes ensinando-lhes a arte da estamparia em tecidos. É também presidente e diretor artístico da entidade cultural e carnavalesca Cortejo Afro.